"Pouca sinceridade é uma coisa perigosa,
e muita sinceridade é absolutamente fatal."
(Oscar Wilde)
Acabei de criar outra "série" para o blog: "Não morra ignorante".Depois, achei num outro site (bem mais simpático), Cursode portugues , a mesma explicação e alguns outros exemplos ilustrativos, que me atrevo a copiar abaixo.
Fiquei bem feliz em saber que eu não era única a achar que "fora" era "fôra"... ufa... =)
Vivendo e aprendendo, né?!
Todos os dias eu começo chegando às mesmas conclusões, tomando as mesmas decisões, e termino com as mesmas dúvidas. E assim vou gastando os dias de minha vida: alimentando um círculo vicioso que adoraria destruir.
Queria saborear momentos de estabilidade, sentir a segurança de “quem lê os capítulos da novela” e sabe que a mocinha “vai se dar bem no final”, mesmo assistindo ela se despedaçar no episódio do dia.
Mas a vida não tem sinopse, resumo e muito menos script. Pra piorar, não tem nem um único autor responsável. Cada capítulo depende de você mesmo, das outras pessoas, do tempo, do clima, da conjuntura política, astrológica (?), do destino (?) e, porque não(?), de Deus (para os que têm fé).
Então, se algo está fora do controle, saiu da linha, parece torto e você não sabe o que fazer... boas novas: não há nem a quem culpar!
Sim: suas atitudes têm participação majoritária e quase sempre são elas que decidem o que vai te acontecer. Mas, às vezes, “as coisas simplesmente não têm que acontecer”: daí o universo conspira, todos os outros “redatores” se juntam e resolvem que as coisas não sairão como você deseja.
É nesse momento que você percebe que não adianta continuar esmurrando a “ponta da faca”. Mas essa descoberta não aplaca a dor de saber que não se pode mudar determinadas coisas.
É aí que nós humanos nos perdemos... nessa tênue diferença entre aquilo que podemos mudar e aquilo que não.
Antes fosse simples e existissem aqueles rótulos de advertência, como nos produtos de consumo perigoso: “O Ministério da Vida adverte: se você continuar assim, vai se lascar.”, ou, “O Ministério da Vida adverte: não desista, nem todos os obstáculos são intransponíveis”.
Tá: não é assim. Na real? “O Mistério da Vida adverte: reflita. Nada é certo nessa vida.”
Então, voltando dessa digressão barata sobre a vida, para a minha simplória e medíocre vidinha: acho que vou ter que engolir o círculo vicioso...
Vou começar o dia de hoje, chegando às mesmas conclusões, tomando as mesmas decisões. Talvez, ao cair da noite, eu termine com as mesmas dúvidas. Ou não.
Mas já que não há opção, só me resta continuar seguindo o script... e mantendo aceso o desejo de que tudo dê certo. Esperança é o que resta.
Oração que adoro e tenho impressa e colada ao lado do meu computador de trabalho:
“Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras”
(Atribuem a Reinhold Niebuhr, um teólogo estadounidense, mas não asseguro a fonte).





Há muito tempo longe daqui. Longe do mundo: não desse mundo que existe e me faz continuar vivendo... Mas do “Mundo de Tarcila”: aquele que é repleto de sonhos e cheio de coisas especiais. O meu mundo... aquilo que eu quero pra mim, pra quem eu amo, e também todas as coisas que eu poderia ser... meus sonhos, meus desejos...









Esse fim de semana fui prestigiar o cinema nacional: assisti "Muita calma nessa hora", uma comédia com roteiro de Bruno Mazzeo, João Avelino e Rosana Ferrão, estrelada por uma penca de excelentes comediantes brasileiros.





"O mundo ao seu redor anda esquisito pra você
Falta grana, falta sonho, tá difícil viver
Faz um tempo que você levanta com dois pés esquerdos
Você vê na tv o que já tinha imaginado,
A luz no fim do túnel é só um trem desgovernado
As vezes você sente raiva, as vezes sente medo
Abaixa os ombros e respira fundo e conta sempre com os amigos
A vida é boa apesar de tudo
Pode acreditar no que eu te digo
Você vai rir de tudo isso, espera um pouco mais pro fim da história
Tudo passa, tudo muda, muita calma nessa hora (x2)
Eu sei que por enquanto está difícil enxergar a porta de saída
Outra cena outro lugar
Tá difícil de lembrar que a vida é cheia de surpresas
Mas só pra começar dá uma olhada ao seu redor, no mar, no por do sol
Um gesto de bondade
Porque é que a gente fica cego pra tanta beleza?
Então relaxe e vem com a gente, ninguém pode viver sozinho
O que você pensou que era o final é só o inicio do caminho.
Você vai rir de tudo isso, espera um pouco mais pro fim da história
Tudo passa, tudo muda, muita calma nessa hora(2x)
Muita hora nessa calma, só o tempo cura
A gente está no mesmo barco, na mesma procura
Muita calma que o sol já vai nascer
Trazendo um dia novo pra você
Você vai rir de tudo isso, espera um pouco mais pro fim da história
Tudo passa, tudo muda, muita calma nessa hora( x4)
Muita calma nessa hora (x4)"
Linda. Sim. Mesmo sendo mulher, admito a beleza de outras, porque sou franca e não tenho tanta dor de cotovelo... (só um pouquinho hehehe).
Acabei de me vacinar contra a "Gripe Suína". Eu e o maridão fomos ao posto de saúde da Amaralina e levamos cerca de 30 minutos (contando com a filinha).
Fim das férias. Volta à vida real e à minha ordinária existência (ordinária no sentido de comum, ok?).
Pude sair do corpo. A alma ficou um pouco mais leve. Conheci lugares incríveis, revi pessoas queridas, descansei, dormi (como eu adoro conjugar esse verbo...), passeei, coloquei alguns pensamentos em ordem e outros fora dela...
O mundo é lindo! E imenso! (Novidade...) E eu pretendo conhecer cada pedacinho que eu puder dele.
Madrid é bacanésima e Paris é linda!!! Apesar dos franceses, Paris é simplesmente fantástica! E digo isso com a autoridade de quem acreditava que ela não seria “uma coca-cola toda"... : é a cidade mais linda que já conheci no mundo.
Fato é que estou de volta ao cotidiano. Trabalho, casa, afazeres domésticos (isso me lembra um quarto e um closet que urram por uma arrumação), rotina, dieta, blá, blá, blá.
Planos pessoais e profissionais? Existem, mas não tomaram forma (ainda). Me angustia saber que isso não me deixa angustiada (hum?). Acho que é a síndrome de quem está saindo do ¼ de século: “deixa a vida me levar”.
Por enquanto, continuo bailando nessa ciranda... e torcendo pra que os momentos de escapada da realidade sejam sempre freqüentes e com imensa qualidade!
Let the show begins!
Algumas fotos tiradas do celular...
Vista do Sacre Coer: ao fundo a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo.
Meu maridão e eu nos Jardins de Luxemburgo.
Meu maridão e eu na Catedral de Notre Dame.
Eu nos aposentos de Napoelão (Museu do Louvre)
O Código de Hamurabi (Museu do Louvre)
Depois eu coloco mais fotos interessantes e bonitas!


Há muito tempo não chorava com um filme. Despretenciosamente, fui ao cinema ontem conferir um filme que eu não conhecia da história nada além do fato de Richard Gere ter um cãozinho fofo.
Logo quando entramos na sala, percebi que estava lotada. Bom sinal (pensei)... David logo traduziu: "Isso não significa que o filme seja bom, somente que tem Richard Gere no elenco e um cãozinho bonitinho: isso já basta pra encher." Tive que concordar no momento e discordar no final.
Não vou contar a história do filme, porque acho que ele fica muito mais especial, se você assistí-lo como eu: sem saber do final...
Basta dizer que se trata de uma história de amor e lealdade realmente emocionante.
Hachi é um cãozinho da raça japonesa Akita e é encontrado, ainda filhote, por um professor universitário interpretado por Gere. Após muitos obstáculos para sua permanência ser aceita em casa, Hachi dá um show de atuação, fazendo o fenomenal Gere apenas abrilhantar a sua participação.
O filme é dirigido por Lasse Hallström e escrito por Stephen P. Lindsey, baseado em uma história real e remake de filmagem japonesa dos anos 80 (Hachiko monogatari).
Basta dizer que, num determinado momento, toda a platéia "fungava"... As lágrimas escorriam como cachoeira em minha cara. Nem eu acreditava que chorava tanto... não foi uma mera lágrima no canto do olho, era choro de soluço.
