...
Mostrando postagens com marcador arte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arte. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Hora Zero- Agatha Christie


Hora Zero (Towards Zero)
Agatha Christie, 1944.
Edição 1 da L&PM Pocket, março de 2011.
Tradução: Joice Elias Costa

Parafraseando o New York Times:

"Agatha Christie superou a si mesma."

Resumo da L&PM Pocket:

"Qual é a conexão entre uma fracassada tentativa de suicídio, uma injusta acusação de roubo contra uma estudante e a vida romântica de um famoso jogador de tênis? Para o observador comum, aparentemente nenhuma. Mas um encontro familiar em Gull's Point, a casa de veraneio de uma viúva, traz antigos ressentimentos à tona e provoca um desfecho dramático. É aí que entra em cena o superintendente Battle, o astuto oficial da Scotland Yard que casualmente passava as férias nas proximidades.
Hora Zero marca a última aparição de Battle nos romances de Agatha Christie, que reservou para ele uma despedida triunfante."

Agatha conseguiu alinhavar histórias de uma maneira genial, muitíssimo bem arquitetada. A princípio, o leitor fica sem saber ao certo qual o significado de tantas histórias separadas. Por vezes, tem que voltar alguns capítulos e verificar quem era aquela pessoa mesmo? O que aconteceu com ela? Fato é que tudo se encaixa perfeitamente e nenhum fio fica de fora da teia que ela teceu brilhantemente!

A descrição dos personagens e os detalhes de suas ações faz com que o leitor se empolgue em desvendar o mistério... e ainda assim se surpreender com um final inusitado, mas muito plausível.

Sem dúvida um dos meus livros preferidos de Agatha.
RECOMENDO!

***

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Quase sempre Clarice...

Quase sempre Clarice tem a resposta pra algumas perguntas. Ou uma declaração satisfatória para aquietar a alma:

Que venham suas sábias palavras:

"E porque eu quero, temo.
Muitas vezes foi o medo que me tomou pela mão e me levou.
O medo me leva ao perigo.
E tudo o que eu amo é arriscado."
(Clarice Lispector)

Faço uma colcha de retalhos para o arremate final:

"Viver é dramático. Mas não há escapatória: nasce-se.
(...)
Me mato? Não. Vivo como bruta resposta. Estou aí para quem me quiser."

(Clarice Lispector)




***

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Empty


Imagem:
Vazio. Fragmento de uma imagem de Pablo Herrerias.


Empty

"Something has left my life
And i dont know where it went to
somebody caused me strife
and its not what i was seeking

didnt you see me didnt you hear me
didnt you see me standing there

why did you turn out the lights
did you know that i was sleeping

say a prayer for me
help me to feel the strength i did
my identity has it been taken
is my heart breaking on me

cos my plans they fell through my hands
they fell through my hands on me
all my dreams it suddenly seems it suddenly seems
empty"


(Empty - The Cranberries)

***

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Metade

Vida tumultuada e insônia (basta olhar a hora do post).

Bela poesia de Oswaldo Montenegro, para aquietar metade de mim, e a outra metade também...

Metade

"Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.

E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também"


***



terça-feira, 14 de setembro de 2010

O tal casal - Vanessa da Mata

Vanessa da Mata lançou, semana passada, seu mais novo single, com a balada "O tal casal" que dá nome ao próprio disco.

A música é deliciosa e envolvente. E a letra é sábia e bastante conveniente pro momento... É que tenho pensado exatamente sobre essas coisas: mas sobre isso, eu falo depois.



"Depois que o mau tempo foi
Eu vi você chegando
Trazia o rosto doce bom e aliviado
Nada é mais incerto
Passava também um tempo
Voltávamos a ser então o tal casal apaixonado
apaixonado

Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim
Agora mais do que nunca somos o tal casal apaixonado
Apaixonado

E não adianta alguém querer que não seja assim
Isso aqui não erra um alvo, isso anula por si só
E não adianta ir, tentar se esconder, fugir
sabedor é quem está amadurece e recebe
O presente
O presente

Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim
Agora mais do que nunca somos o tal casal apaixonado
Apaixonado"

(O tal casal- Vanessa da Mata)

Clique aqui para ouvir a música:

http://www.facebook.com/VanessaDaMataOficial

***

terça-feira, 6 de abril de 2010

De volta à realidade


Fim das férias. Volta à vida real e à minha ordinária existência (ordinária no sentido de comum, ok?).


Pude sair do corpo. A alma ficou um pouco mais leve. Conheci lugares incríveis, revi pessoas queridas, descansei, dormi (como eu adoro conjugar esse verbo...), passeei, coloquei alguns pensamentos em ordem e outros fora dela...


O mundo é lindo! E imenso! (Novidade...) E eu pretendo conhecer cada pedacinho que eu puder dele.


Madrid é bacanésima e Paris é linda!!! Apesar dos franceses, Paris é simplesmente fantástica! E digo isso com a autoridade de quem acreditava que ela não seria “uma coca-cola toda"... : é a cidade mais linda que já conheci no mundo.


Fato é que estou de volta ao cotidiano. Trabalho, casa, afazeres domésticos (isso me lembra um quarto e um closet que urram por uma arrumação), rotina, dieta, blá, blá, blá.


Planos pessoais e profissionais? Existem, mas não tomaram forma (ainda). Me angustia saber que isso não me deixa angustiada (hum?). Acho que é a síndrome de quem está saindo do ¼ de século: “deixa a vida me levar”.


Por enquanto, continuo bailando nessa ciranda... e torcendo pra que os momentos de escapada da realidade sejam sempre freqüentes e com imensa qualidade!


Let the show begins!



Algumas fotos tiradas do celular...


Vista do Sacre Coer: ao fundo a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo.



Meu maridão e eu nos Jardins de Luxemburgo.



Meu maridão e eu na Catedral de Notre Dame.




Eu nos aposentos de Napoelão (Museu do Louvre)




O Código de Hamurabi (Museu do Louvre)



Depois eu coloco mais fotos interessantes e bonitas!




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sometimes you can't make it on your own - U2


"(...)
And it’s you when I look in the mirror
And it’s you when I don’t pick up the phone
Sometimes you can’t make it on your own
(...)"

Sometimes you can't make it on your own - U2

Foto: Mais da exposição de Rodin no Palacete das Artes, na Graça, em Salvador.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Hand in my pocket - Alanis Morissette

* O pensador de Rodin, exposto no Palacete das Artes, na Graça, em Salvador. Visitação até às 18 horas.
* Eu? Também pensando...
* Com uma mão no bolso...

"I'm broke but I'm happy
I'm poor but I'm kind
I'm short but I'm healthy, yeah

I'm high but I'm grounded
I'm sane but I'm overwhelmed
I'm lost but I'm hopeful baby

An' what it all comes down to
Is that everything's gonna be fine fine fine

'Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is giving a high five

I feel drunk but I'm sober
I'm young and I'm underpaid
I'm tired but I'm working, yeah

I care but I'm restless
I'm here but I'm really gone
I'm wrong and I'm sorry baby

An' What it all comes down to
Is that everything's gonna be quite alright

'Cause I've got one hand in my pocket
And the other is flicking a cigarette

And what is all comes down to
Is that I haven't got it all figured out just yet

'Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is giving the peace sign

I'm free but I'm focused
I'm green but I'm wise
I'm hard but I'm friendly baby

I'm sad but I'm laughing
I'm brave but I'm chicken shit
I'm sick but I'm pretty baby

And what it all boils down to
Is that no one's really got it figured out just yet

I've got one hand in my pocket
And the other one is playing the piano

What it all comes down to my friends
Is that everything's just fine fine fine

'Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is hailing a taxi cab..."

(Hand in my pocket - Alanis Morissette)

domingo, 17 de janeiro de 2010

New perspective


"Stop there and let me correct it
I wanna live a life from a new perspective
You come along because I love your face
and I'll admire your expensive taste
And who cares divine intervention
I wanna be praised from a new perspective
But leaving now would be a good idea
So catch me up on getting out of here
It's not fair, just let me perfect it
Don't wanna live a life that was comprehensive
'cause seeing clear would be a bad idea
Now catch me up on getting out of here
So catch me up I'm getting out of here"
(New perspective - Panic! at the disco)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Aline


Como uma "tvmaníaca" que sou, não poderia deixar de falar aqui da melhor criação da Globo, nos últimos tempos: o seriado ALINE!

Depois do especial de fim de ano, em 2008, a Globo produziu, em 2009, a 1ª temporada da série ALINE, baseada na tira homônina de Adão Iturrusgarai.

A história foi produzida brilhantemente e o resultado foi fantástico: uma série irreverente,
leve, moderna, inteligente, sagaz e deliciosa de se acompanhar!

A história se passa em Sampa e tem como pano central a vida de Aline, jovem de 20 e poucos anos, doidinha e cheia de paranóias (como qualquer mulher) que, apaixonada por dois homens resolve dividir seu amor igualmente pelos doi
s, harmonizando um convívio improvável, mas que na prática ficou muito engraçado e feliz!

Como a grana fica curta, Aline decide publicar seu diário, onde ficam registradas todas as suas "aventuras".

Caso de uma mulher com dois "maridos" não é novidade, Dona Flor e Zelda (eterna apaixonda de Juba e Lula) estão aí pra contar história.

Aline inova com a linguagem e o novo ângulo de enfoque ao triângulo amoroso protagonizado espetacularmente por Maria Flor, Pedro Neschiling e Bernardo Marinho.

Outro destaque é para a trilha sonora, que assinada por Branco Mello e Emerson Villani, traz músicas modernas e cheias de estilo.

Destaque também para a fotografia, para a composição de cenários magníficos de São Paulo e para a montagem de imagens que deixa a produção muito mais juvenil.

Para o roteirista, Mauro Wilson, o mais interessante da história, não é o fato de uma mulher ter dois homens, mas dois homens dividirem pacificamente a mesma mulher.

"Isso mostra que todo tipo de amor vale a pena. Os dois são grandes amigos e chegaram à conclusão de que é melhor ter metade da mulher que amam do que viver sem ela. (...) Não é uma comédia s
exual, mas sim sobre o amor e com a ironia de Adão" (Mauro)

Adão dá ainda o seu parecer:

"Eu tinha um pé atrás com o resultado, mas acabei adorando o que vi. A Aline foi suavizada para poder passar na TV, mas a e
ssência da personagem está ali, e achei legal o tratamento moderno que lhe deram" (Adão Iturrusgarai)

Ele disse ainda:

"Achei muito legal, divertido, charmoso e moderno. Dei muita risada vendo minhas piadas ali na televisão. É incrível. Nada me incomodou. Gostei das atuações. Maria Flor estava excelente como Aline. Estava uma Aline divertida, mais pop. Gostei também do Bernardo Marinho e Pedro Neschling como Otto e Pedro. O Bernardo me chamou a atenção pela economia na atuação. Eu não conhecia ele. Bem certeiro."


Ontem (12/11/2009) foi exibido o último episódio da temporada "Aline Partida" e deixou um amargo gosto de "quero mais".


Há rumores de que a Rede Globo esteja planejando uma 2ª temporada, mas não li nada de concreto e oficial.
Pelo sim, pelo não, junte-se a nós na campanha "QUEREMOS A 2ª TEMPORADA DE ALINE" e faça a sua sugestão para a Globo!
Eu, particularmente, estou na torcida fervorosa pela 2ª temporada! Amei muito a série e quero continuar me divertindo DEMAIS com essa turma pra lá de animada!


Links interessantes pra quem curte a série:

http://www.atrizmariaflor.blogspot.com/
http://aline.globo.com/

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Envelhecer fotos


Que tal envelhecer uma foto como esta minha?
Basta ir no site:

http://labs.wanokoto.jp/olds

No canto direito da página, você encontra a opção em inglês.

Sensacional!
:)

Os fantasmas de Scrooge



Ontem, eu fui conferir com toda a família (Marido, Pai, Mãe e Irmã) a mais nova versão do famoso livro de Dickens "Um conto de Natal": "Os fantasmas de Scrooge".

O livro, eu já comentei aqui no blog, é fantástico! Conta a história de um velho rabugente e avarento que recebe a visita de espíritos, no natal, que o fazem perceber como a sua vida foi egoísta e voltada ao dinheiro. (Clique aqui para ver o post sobre o livro)

Essa nova adaptação está de parabéns! O desenho animado da Disney conta com Jim Carrey no papel principal (Scrooge), que também atua como os 3 fantasmas e traz versão 3D que deixa a película mais interessante ainda!

"Um conto de Natal" é uma história belíssima e já foi adaptado dezenas de vezes nas telonas. Este filme, do diretor Robert Zemeckis é bastante fiel à história de Dickens e está na minha lista de preferências com o 2º lugar em "Melhor adaptação de Um conto de Natal". O primeiro lugar fica com o filme que conta com Bill Murray: "Os Fantasmas Contra-atacam" (1988), que apesar de ser uma "versão moderna" do conto é bem divertido e o meu preferido!

Mas, Os fantasmas de Scrooge, sem dúvida, ganha como Melhor Adaptação fiel! Além disso, o filme traz muitos efeitos e mete até medo com algumas cenas horripilantes!



Fica a dica: vale a pena conferir no cinema e em uma sala 3D!
:)



***

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Máquina de Quadrinhos - Turma da Mônica


Maurício de Souza, mais uma vez se superando, inventou agora mais uma sensação para os fãs da Turma da Mônica: a MÁQUINA DE QUADRINHOS.

Basta entrar no site: http://www.maquinadequadrinhos.com.br se cadastrar e criar sua história com a Turminha!

É fantástico!!!

Eu, que sou fanática, já me cadastrei e até já fiz a minha primeira tirinha...
Entrem lá e vejam se ficou bacana:

http://www.maquinadequadrinhos.com.br/HistoriaVisualizar.aspx?idHistoria=67871


Let's have fun!!!

xxx

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

São Paulo: aqui vou eu!


Nada melhor do que uns dias na deliciosa São Paulo.

Viagem a trabalho, mas só por um dia... vou aproveitar e esticar o fim-de-semana curtindo a "cidade que nunca dorme" no Brasil.


Muitos planos!
  • Quero assistir "Doce Deleite" ou "O Mistério de Irma Vap", ambos dirigidos pela genial Marília Pêra.
  • Quero ir ao Masp ver a exposição "Olhar e Ser Visto" que mostra retratos, auto-retratos telas, fotografias, esculturas e outras coisitas mais de Rembrandt, Picasso, Van Gogh, Goya, Manet, Renoir e Portinari.
  • Quero comprar, comprar e comprar (se sobrar dinheiro).

Adoro MUITO Sampa! Não se compara à minha terrinha... mas é uma cidade deliciosa e completamente rica em vida cultural!

Depois eu conto as resenhas!

Parto agora à tarde.

Beijocas!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Eu sou seu sabiá (Caetano Veloso)


"Se o mundo for desabar sobre a sua cama
E o medo se aconchegar sob o seu lençol
E se você sem dormir
Tremer ao nascer do sol
Escute a voz de quem ama
Ela chega aí
Você pode estar tristíssimo no seu quarto
Que eu sempre terei meu jeito de consolar
É só ter alma de ouvir
E coração de escutar
Eu nunca me canso do uníssono com a vida
Eu sou
Sou seu sabiá
Não importa onde for
Vou te catar
Te vou cantar
Te vou, te vou, te vou, te dar
Eu sou
Sou seu sabiá
O que eu tenho eu te dou
Que tenho a dar?
Só tenho a voz
Cantar, cantar, cantar, cantar"
(Caetano Veloso)
Gênio sim. Gênio.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Viver não dói - Carlos Drumond de Andrade



"Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias, se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."


Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Desenhos na calçada

Antigo, mas eu adoro olhar...
Do artista Julian Beever.







O desenho de outro ângulo: (Incrível!)