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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Testemunha ocular do Crime- Agatha Chistie




Testemunha ocular do crime
Autora: Agatha Christie
Título original: 4.50 from Paddington
Editora: LPM

Sinopse da LPM:

“Após um dia de compras em Londres, Elspeth McGillicuddy pega um trem para o interior da Inglaterra, onde deve se encontrar com a amiga Jane Marple. Instalada na primeira classe, ela observa a paisagem, até que outro trem passa no mesmo sentido e, por um instante, as janelas do vagão se alinham. Ela vislumbra a imagem de um homem estrangulando uma mulher. Na estação, ninguém acredita em Elspeth, e nenhum cadáver é encontrado. Mas Miss Marple não se dissuade fácil. Para investigar esse mistério, ela contará com o auxílio do seu sobrinho-neto David e de Lucy Eyelesbarrow, uma carismática personagem que faz neste romance sua única e marcante aparição.”

Uma amiga da velhinha assiste a um assassinato em um trem e, a partir de então, as surpresas não param de suceder. Primeiro, nenhum corpo é encontrado. Mas, isso, Miss Marple “resolve” com facilidade. Assassinato finalmente comprovado, resta agora descobrir a identidade da vítima, o motivo e o assassino.

A história consegue ficar muito mais empolgante a partir desse momento, quando, com a ajuda da astuta Lucy Eyelesbarrow, Miss Marple desvenda uma teia de acontecimentos subseqüentes.

É como disse a crítica do New York Times: “Uma história de detetive perfeita. Não há um só momento entediante.”

Só não me agradou muito o final. Talvez por que foi surpreendente demais!
Mas a leitura é mais que recomendada!


***

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Amor barato


* "Maria-sem-vergonha"
"Impatiens walleriana
Quando a imperatriz Maria Leopoldina veio da Áustria, em 1817, para morar com d. Pedro 1º, já se interessava por botânica. Como tinha saudades do Palácio de Viena, o imperador trouxe sementes de Impatiens, que foram plantadas no Jardim Botânico. O que não se imaginava na época é que a espécie se adaptaria tão bem. Por 'dar' em qualquer clima e local, ganhou o nome vulgar de maria-sem-vergonha.
"
Fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Casaejardim/0,25928,EJE1677399-2194,00.html


Amor Barato (Chico Buarque e Francis Hime)

"Eu queria ser
Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor
Modesto

Um tipo de amor
Que é de mendigar cafuné
Que é pobre e às vezes nem é
Honesto

Pechincha de amor
Mas que eu faço tanta questão
Que se tiver precisão
Eu furto

Vem cá, meu amor
Aguenta o teu cantador
Me esquenta porque o cobertor é curto

Mas levo esse amor
Com o zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor
Que sonha

Que enfim, nosso amor
Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor
Que nem outro tipo de flor

Dum tipo que tem
Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha

Eu queria ser
Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor
Barato

Um tipo de amor
Que é de esfarrapar e cerzir
Que é de comer e cuspir
No prato

Mas levo esse amor
Com zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor
Que sonha

Que, enfim, nosso amor
Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor
Que nem outro tipo de flor

Dum tipo que tem
Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha"

***

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Fôra ou fora? 1º Da série: "Não morra ignorante"

Acabei de criar outra "série" para o blog: "Não morra ignorante".

Imbuída do mesmo sentimento que motivou Sócrates a dizer "Só sei que nada sei", cheguei à conclusão de que, apesar de estudar a língua portuguesa há 23 anos (no mínimo), todo dia me deparo com uma dúvida e surpresa. E não estou nem falando das mudança gramaticais da última reforma, pessoal!

Hoje precisei conjugar o verbo ir em uma petição. Debilmente digitei no "word":

"A sentença fôra prolatada..."

Péééééééééééém! (Sirene imaginária que ecoou na minha cabeça, quando o "Word", demasiadamente esperto, grifou o "fôra" de vermelho, sugerindo trocá-lo por "fora".

Pára tudo! (Pára ou para?)

"Esse programinha de computador é um desaforado"- pensei eu...

Depois me bateu a dúvida: será que a tal reforma mudou isso também? "Fôra" vai ficar como "fora"? Tipo o oposto daquilo que não está "dentro" (fora)... ou tipo aquele que você dá num cara chatíssimo que insiste em saber seu telefone (fora?)?

É. Eu me irrito com dúvidas e não consigo terminar algo sem elucidá-las.

Qual não foi minha surpresa, quando descobri que "fora" (sim, "fora"), do verbo ir, nunca teve acento! E eu nem posso culpar a reforma gramatical.

Achei no site da Folha um esculacho ao meu conhecimento gramatical da língua portuguesa:

"10º-) Prescinde-se igualmente de acento gráfico para distinguir paroxítonas homógrafas heterofónicas/heterofônicas do tipo de acerto (ê), substantivo e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cerca (ê), substantivo, advérbio e elemento da locução prepositiva cerca de, e cerca (é), flexão de cercar; coro (ô), substantivo, e coro (ó), flexão de corar; deste (ê), contracção da preposição de com o demonstrativo este, e deste (é), flexão de dar; fora (ô), flexão de ser e ir, e fora (ó), advérbio, interjeição e substantivo; piloto (ô), substantivo e piloto (ó), flexão de pilotar; etc."


Depois, achei num outro site (bem mais simpático), Cursode portugues , a mesma explicação e alguns outros exemplos ilustrativos, que me atrevo a copiar abaixo.


Fiquei bem feliz em saber que eu não era única a achar que "fora" era "fôra"... ufa... =)


Vivendo e aprendendo, né?!



Fontes:


***

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Hora Zero- Agatha Christie


Hora Zero (Towards Zero)
Agatha Christie, 1944.
Edição 1 da L&PM Pocket, março de 2011.
Tradução: Joice Elias Costa

Parafraseando o New York Times:

"Agatha Christie superou a si mesma."

Resumo da L&PM Pocket:

"Qual é a conexão entre uma fracassada tentativa de suicídio, uma injusta acusação de roubo contra uma estudante e a vida romântica de um famoso jogador de tênis? Para o observador comum, aparentemente nenhuma. Mas um encontro familiar em Gull's Point, a casa de veraneio de uma viúva, traz antigos ressentimentos à tona e provoca um desfecho dramático. É aí que entra em cena o superintendente Battle, o astuto oficial da Scotland Yard que casualmente passava as férias nas proximidades.
Hora Zero marca a última aparição de Battle nos romances de Agatha Christie, que reservou para ele uma despedida triunfante."

Agatha conseguiu alinhavar histórias de uma maneira genial, muitíssimo bem arquitetada. A princípio, o leitor fica sem saber ao certo qual o significado de tantas histórias separadas. Por vezes, tem que voltar alguns capítulos e verificar quem era aquela pessoa mesmo? O que aconteceu com ela? Fato é que tudo se encaixa perfeitamente e nenhum fio fica de fora da teia que ela teceu brilhantemente!

A descrição dos personagens e os detalhes de suas ações faz com que o leitor se empolgue em desvendar o mistério... e ainda assim se surpreender com um final inusitado, mas muito plausível.

Sem dúvida um dos meus livros preferidos de Agatha.
RECOMENDO!

***

quinta-feira, 31 de março de 2011

With or without you


Já falei antes? Repito: AMO o U2. E um pedaço de mim está dolorido por não poder ir aos shows aqui no Brasil.

Uma das minhas músicas prediletas é "With or without you". Ela sempre causou aquela sensação de... "o que ele quer dizer com isso"? E a música segue belíssima... encaixando-se às mil formas de interpretação. E isso é uma das belezas na poesia e música... cada pessoa interpreta de acordo com o seu sentimento e suas experiências...

Mas a curiosidade continuou e hoje eu li na internet uma suposta explicação do próprio Bono Vox. Fiquei surpresa com o contexto de criação da música... Mas ainda a admiro mais agora.

Transcrevo pra quem interessar possa:

"Bono: A letra é puro tormento. Naquela altura, havia uma espécie de colisão na minha cabeça entre o ser fiel à prórpia arte ou o ser fiel à minha companheira. E se os dois forem incompatíveis? O nosso dom versus a responsabilidade doméstica? Fui desde sempre o tipo de pessoa que se acomoda às situações, um viajante, um remendeiro por natureza. Gostava de vaguear de um lado para o outro e sentia-me feliz assim. Mas agora tenho uma pessoa, que eu amo mais do que a própria vida, mas interrogo-me se o motivo pelo qual não escrevo não será por me ter tornado um animal domesticado. Será que me deixei domesticar? Se conhecer alguém e quiser ir com essa pessoa, para descobrir como é o seu mundo, não posso, porque sou casado. Nem se trata de infidelidade sexual, lembro-me apenas de pensar: "será isto a vida de um artista? Vou ter filhos e assentar e traír o meu dom ou vou traír o meu casamento?" Foi um tempo de muita confusão na minha cabeça. Tinha conhecido umas quantas pessoas ao longo da minha vida que, para não lhe chamar outra coisa, se tinham aproveitado da minha ingenuidade e percebi que sabia muito pouco sobre este mundo. Agora parecia-me que ia passar a saber muito menos. Pode-se aprender política, cultura, mas também é preciso evoluir a nível emocional. Em muitos aspectos, penso que não tinha evoluido e, por isso, sentia uma tamanha incerteza. Havia em mim duas pessoas:a responsável, protectora e leal e a vagabunda e preguiçosa que só quer fugir às responsabilidades. Pensei que esta tensão me ia destruir, mas na verdade, eu sou mesmo assim. Afinal é esta tensão que faz de mim um artista. É no meio da contradição que se deve estar. E era lá que eu estava. Leal, mas na minha imaginação cheio de vontade de viajar. Um coração para conhecer Deus, e uma cabeça para conhecer o mundo, uma estrela de rock que gosta de perder as estribeiras e um pecador que sabe que precisa de se arrepender. Tudo andava em turbilhão na minha cabeça, mas, naquela altura, não percebi as coisas com esta clareza.

(...)


Bono: Por isso, aquela canção é sobre o tormento, tanto sexual como psicológico, sobre como reprimir os desejos os torna mais fortes. A frase mais importante é, provavelmente: "And you give your self away". A pessoa dá um abanão nas coisas e a tensão mental desaparece completamente e, então, podemos respirar de alívio. É isto qie significa "entregar-se" no aspecto musical."

Fiquem com a música:

"See the stone set in your eyes
See the thorn twist in your side
I wait for you

Sleight of hand and twist of fate
On a bed of nails she makes me wait
And I wait without you

With or without you
With or without you

Through the storm we reach the shore
You gave it all but I want more
And I'm waiting for you

With or without you
With or without you
I can't live
With or without you

And you give yourself away
And you give yourself away
And you give
And you give
And you give yourself away

My hands are tied, my body bruised
She got me with
Nothing to win and
Nothing left to lose

And you give yourself away
And you give yourself away
And you give
And you give
And you give yourself away

With or without you
With or without you
I can't live
With or without you

With or without you
With or without you
I can't live
With or without you
With or without you

Ooooooooo
Ooooooooo
Ooooooooo

With or without you
With or without you
I can't live
With or without you
With or without you

Uuuu
Uuuu"

(With or without you- Adam Clayton / Bono Vox / Larry Mullen Jr. / The Edge)

***

terça-feira, 29 de março de 2011

Parabéns, Salvador!


Salvador faz 462 anos!

Hoje é dia de parabenização pelo aniversário de fundação da nossa (nem sempre) bela cidade.

Vamos a algumas curiosidades sobre a aniversariante:

  • Salvador foi fundada em 29 de Março de 1549 por Tomé de Sousa e sua comitiva. Desde que fundada a cidade de São Salvador já era cidade (nunca foi província) e foi a primeira capital do Brasil.
  • Salvador possui, hoje, mais de 2,6 milhões de habitantes, sendo a cidade mais populosa do Nordeste, a 3ª mais populosa do Brasil e 8ª da América Latina;
  • A capital da Bahia, que já foi chamada de Bahia também, é o 3º destino turístico mais procurado no Brasil.
  • Antes de sua fundação, em 1549, a região de Salvador já era habitada desde o naufrágio de um navio francês, em 1510, que trazia Diogo Álvares, o famoso Caramuru, na sua tripulação.
  • Em 1536, a região recebeu um donatário, Francisco Pereira Coutinho, que recebeu a capitania hereditário de El-Rei Dom João III. Desta feita, fundou o "Arraial do Pereira", nas imediações onde hoje é a Ladeira da Barra. Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua crueldade e arrogância. Por isso, seu fim foi ser servido de banquete numa festa antropofágica (ui).
Por hoje é só.
Apesar dos pesares (depois eu tecerei minhas críticas sobre a cidade), não posso deixar de registrar a minha admiração pela beleza natural da cidade (fantástica), pela cultura tão miscigenada e interessante e pela simpatia da população soteropolitana.
É isso: hoje deixo só os elogios.

Parabéns, Ssa!

Fonte: Wikipédia

***

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Jason Mraz no Festival de Verão


Hoje se encerra mais um Festival de Verão! Daqui a pouquinho estarei saindo de casa, para dar o ar da minha graça por lá.

O Festival é uma das grandes atrações musicais da cidade e reúne uma diversidade de estilos.

É bem verdade que já foi melhor, com mais atrações e menor preço... Mas, em se tratando de Salvador, temos é que agradecer por ainda ter um evento como esse. É a vida, né?

Mas, gente... Estacionamento de R$ 30,00!!! É um assalto, hein?


Hoje é o dia da grande atração internacional, tão aguardada: Jason Mraz! Eu estou indo para vê-lo.

O problema é que o "caldeirão de mistura" leva muito a sério seu próprio nome... e por isso, estarei junto com os fãs do Restart, Chiclete com Banana e Psirico (que também tocarão esta noite).

Doideira né? Às vezes, acaba sendo divertido.

Depois eu conto como foi o show.

Estou aqui, suspirando ao som de "I'm yours".

:)


***

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Show do Black Eyed Peas em Salvador


Ando meio desligada do mundo, meio desorientada e coisa e tal... mas, pra manter isso aqui atualizado, tenho que registrar o mega show do Black Eyed Peas (BEP), aqui em Salvador, no dia 19/10/10, no Parque de Exposições.

Quem fez a abertura do show foi a Timbalada, sucesso garantido. Tenho que dizer que me decepcionei com a performance do grupo baiano. Acho que fui esperando mais. Foi uma brevíssima e tímida apresentação...

Já o show do BEP superou minhas expectativas. Fui mais por curiosidade e por achar bacana algumas músicas da banda. SURPRESA: conheço mais músicas deles do que imaginava, a galera tem muiiiita presença de palco, sabe animar e "botam pra lá".

Eu, que já não sou nenhuma menininha, acabei ficando dois dias dolorida, depois de ter pulado em altas no show.

O sucesso do momento "I gotta a felling" ficou por último... e foi um verdadeiro arraso. Muito interessante ver uma multidão, em Salvador, cantar, em uníssono, em inglês.

Um destaque do show? Fergie... Surpreendentemente, ela é firme, tem presença de palco e canta melhor do que eu imaginava... A apresentação de "Big Girls don't cry" (sucesso de sua carreira solo) emocionou a galera.

Outro momento de extrema emoção foi a apresentação da antiga e sempre bem sucedida canção "Where's the love"...

A música, que clama pelo amor e pela paz, fez os soteropolitamos vibrarem e até fazerem coraçõezinhos, à la Restart... (eco).

Mas valeu.

Entraram, definitivamente, na minha lista de cool.


***

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Empty


Imagem:
Vazio. Fragmento de uma imagem de Pablo Herrerias.


Empty

"Something has left my life
And i dont know where it went to
somebody caused me strife
and its not what i was seeking

didnt you see me didnt you hear me
didnt you see me standing there

why did you turn out the lights
did you know that i was sleeping

say a prayer for me
help me to feel the strength i did
my identity has it been taken
is my heart breaking on me

cos my plans they fell through my hands
they fell through my hands on me
all my dreams it suddenly seems it suddenly seems
empty"


(Empty - The Cranberries)

***

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Amar de olhos abertos

Matéria da Folha.com:

"Existem segredos valiosos para melhorar a vida a dois. O primeiro passo é ter consciência de que as dificuldades fazem parte do caminho do amor. O segundo é deixar de lado a fantasia do casal ideal, eternamente apaixonado. O alerta é dos autores Jorge Bucay e Silvia Salinas, psicólogos e especialistas em terapia de casais.

No livro "Amar de olhos abertos", os autores explicam que a relação perfeita e o parceiro ideal não existem. Um bom relacionamento ocorre quando duas pessoas se encontram e se aceitam exatamente como são.

"Quando os problemas conjugais começam a surgir, muitos casais decidem se separar, acreditando que estão com a pessoa errada e que com outro companheiro teriam um relacionamento perfeito. É a aceitação das diferenças que nos permite superar a paixão e começar a construir o amor - algo muito mais profundo e duradouro", analisam os autores.

Leia trecho de "Amar de olhos abertos"

*

Enfrentar os conflitos de uma relação concentrando-se em refletir sobre "o que está acontecendo comigo" é muito diferente de enfrentá-los de má vontade, pensando que o problema é que "estou com a pessoa errada". Muitos casais acabam se separando por acreditarem que com outra pessoa seria diferente e, claro, depois se veem em situações semelhantes, nas quais a única coisa que muda é o interlocutor.
Por isso, diante de problemas conjugais, o primeiro passo é ter consciência de que as dificuldades fazem parte do caminho do amor. Não é possível imaginar um relacionamento íntimo sem conflitos. A saída seria deixar de lado a fantasia do casal ideal, sem problemas, eternamente apaixonado. É surpreendente ver como as pessoas buscam esse relacionamento dos sonhos.

"...e, quando o senhor X se dá conta de que seu par não corresponde a esse modelo ideal e romântico, insiste em dizer a si mesmo que outras pessoas de fato têm essa relação perfeita que está buscando, que não teve sorte... que se casou com a pessoa errada..."

Não!
Não é isso.

Ele não se casou com a pessoa errada.O único erro é sua ideia pré-formada sobre o casamento, a ideia do casal perfeito. De certo modo, me tranquiliza saber que isso que não tenho ninguém tem! Que o casal ideal é uma ficção e que a realidade é muito diferente.
A ideia de que a grama do vizinho é mais verde ou de que o outro tem aquilo que eu não consigo causa muito sofrimento. Talvez aprender essas verdades possa libertar algumas pessoas desses sentimentos nocivos. A realidade melhora consideravelmente quando decido desfrutar o possível em vez de sofrer por uma expectativa ou sonho que não se realizam. A proposta é: façamos com a vida possível... o melhor possível.

Sofrer porque as coisas não são como imaginamos, além de inútil, é infantil."

*

"Amar de Olhos Abertos"
Autor: Jorge Bucay, Silvia Salinas
Editora: Gmt Sextante
Páginas: 208

Terminei de ler este livro semana passada. Minha avaliação é de que ele é bom. Nada extraordinário ou envolvente, mas instiga questionamentos que devíamos nos fazer todos os dias.

Os autores se utilizaram de uma história de ficção para debater esse assunto tão polêmico da atualidade: a manutenção de um relacionamento amoroso.

O debate foi bastante construtivo, mas a história fictícia deixou a desejar. Uma das psicólogas protagonistas, por exemplo, sequer saber praticar o que ensina...
E aí? "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço?"

Talvez a idéia tenha sido essa... deixar as dúvidas nas nossas cabeças... forçar a meditação sobre o tema... É uma leitura recomendada.

Em outro momento eu escrevo sobre o que acho do tema: relacionamento amoroso.
Por enquanto, minha criatividade está restrita...
Mas, adianto que concordo com o ponto central do livro, fazendo pequenas ressalvas, que oportunamente demonstrarei.

***

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mais... tá difícil "desgarrar"!

"Na primeira vez que eu te vi
Foi na Ladeira da Barra
Roupa toda molhada
Te sequei com meu olhar de calor

Na segunda vez que eu te vi
Já foi lá no Campo Grande
Mas no mesmo instante
Como mágica desapareceu

E me faltou coragem pra eu ir de encontro a você
Ai que sacanagem, eu preciso te ver
E me faltou coragem pra eu ir de encontro a você

Na próxima vez que eu te ver eu te queixo
Vou matar meu desejo
Na próxima vez que eu te ver eu te beijo
Saciar meu amor
Na próxima vez que eu te ver eu te queixo
Vou matar meu desejo
Desejo de amar ah, ah
Desejo de amar
*

Na terceira vez que eu te vi
Achei muita coincidência
Te ver com tanta frequência
E nunca consegui te falar

Já na quarta vez que te vi
Achei que era só brincadeira
Corri a cidade inteira
Mas seu nome não sabia chamar."

(Asa de Águia)


* Eita refrão "peguento"... e deliciosoooooo.


Lembra daquele carnaval?


Cá estou eu numa nostalgia gostosa de velhos carnavais. Nada específico: nem idade, nem pessoas, nem época, apenas carnavais.

Recebi uma vasta trilha de músicas de "Axé Antigo"... NOOOOOOOSSA!
A espinha arrepiou!

Só sabe do que eu estou falando, quem também já viveu um carnaval.

- Sentir-se perdido em meio a uma multidão.
- Sentir-se parte da multidão.
- Tentar cantar mais alto do que a música do trio.
- Pular incansavelmente, acreditando que vai voar.
- Rir a toa com amigos.
- Namorar com uma intensidade completamente única (Nada se compara a um namoro no carnaval).
- Suar dos pés ao último fio de cabelo.
- Não sentir vontade de dormir.
- Beber e não perceber que já passou do ponto de estar bêbada.

Tudo isso, sem drogas.
Porque o próprio carnaval flui no sangue, como uma substância química que vicia e lhe deixa desejosa de mais e mais.

* Há alguns anos não vou ao carnaval. E nem tenho planos de fazê-lo. Mas, com certeza, guardo com muito carinho, todos os momentos que tive nesses períodos... *

Cada segundo cansado, suado, amado, alcolizado, embriagado, insandecido, enfurecido e apaixonado...

Já não sei se os carnavais ainda são tão proveitosos como foram outrora. Espero que sim. Seria lamentável pensar que vivi coisas que outras pessoas não terão a oportunidade de experimentar.

Grandes momentos de minha vida aconteceram num carnaval. E, apesar de não ser tiete do axé... foi ele quem abençoou muitos momentos meus... escutar essas velhas músicas é como sentir um afago de um tempo bom que ficou pra trás.

Ai ai... é isso aí. A vida continua. Ainda bem. Seria chato estar sempre na mesma fase.
Mas que gostoso é recordar...

* Recado: Lembra daquele carnaval? Eu tenho certeza que sim... eu te convenci a ir e aposto que não nos arrependemos...

"Quando o verão chegar
E o sol dourar tua cor
Menina vou te levar
Comigo pra salvador
Agente vai se hospedar
Num prédio sem elevador
E se o calor esquentar
Eu compro um ventilador
Mas você vai gostar
Lá tem festa todo dia
E a alegria é geral
No verão da bahia
Todo dia é carnaval
Em cada esquina
Uma nova dança
Agente se encanta
Com tanta beleza
Você vai amar a bahia
Como se fosse fortaleza
Eu vou cantar com você
Como você sempre quis
Pra mim tudo o que importa
É fazer você feliz
Eu vou dançar com você
Como você sempre quis
Tropical chegou a hora
De amar e ser feliz
Lê, lê, lê, lê, lê, ô
Lê, lê, lê, lê, lê, ô
Lê, lê, lê, lê, lê, ê"

(Asa de Águia)



quarta-feira, 14 de julho de 2010

A sucessão dos dias

Nada de novo. Apenas ouvinte e vivente, alguém que vê os dias passarem sem muito saber do que esperar.

A verdade, nem sempre clara e única, é que continuo percorrendo um caminho que não sei onde vai dar.

Terminei hoje a leitura (releitura, em verdade) de "Memorial de Aires" do ilustre Machado de Assis.

A obra é excelente e é a responsável pela minha súbita vontade de escrever aqui.
Fazer tal qual o conselheiro: pôr em palavras um pouco desta minha rotina.
Só que através do computador, como condiz os tempos modernos, embora tenha que confessar que a idéia de usar uma pena me apeteça.

Por enquanto é só. Sigo em paralelo com mais um livro de Agatha.

Deus sabe dos meus dias... e acho que não por que tenha conversado muito com ele (minha culpa, minha máxima culpa).

Deixo uma frase que me chamou atenção, da obra de Machado, hei de concordar, em gênero, número e grau:

"Por muito que se recuse deixa sempre algum gosto a paixão que a gente inspira."

P.S.: Esta leitura de Memorial de Aires, fiz através do portal http://www.dominiopublico.gov.br
indico a todos!


***

terça-feira, 6 de abril de 2010

De volta à realidade


Fim das férias. Volta à vida real e à minha ordinária existência (ordinária no sentido de comum, ok?).


Pude sair do corpo. A alma ficou um pouco mais leve. Conheci lugares incríveis, revi pessoas queridas, descansei, dormi (como eu adoro conjugar esse verbo...), passeei, coloquei alguns pensamentos em ordem e outros fora dela...


O mundo é lindo! E imenso! (Novidade...) E eu pretendo conhecer cada pedacinho que eu puder dele.


Madrid é bacanésima e Paris é linda!!! Apesar dos franceses, Paris é simplesmente fantástica! E digo isso com a autoridade de quem acreditava que ela não seria “uma coca-cola toda"... : é a cidade mais linda que já conheci no mundo.


Fato é que estou de volta ao cotidiano. Trabalho, casa, afazeres domésticos (isso me lembra um quarto e um closet que urram por uma arrumação), rotina, dieta, blá, blá, blá.


Planos pessoais e profissionais? Existem, mas não tomaram forma (ainda). Me angustia saber que isso não me deixa angustiada (hum?). Acho que é a síndrome de quem está saindo do ¼ de século: “deixa a vida me levar”.


Por enquanto, continuo bailando nessa ciranda... e torcendo pra que os momentos de escapada da realidade sejam sempre freqüentes e com imensa qualidade!


Let the show begins!



Algumas fotos tiradas do celular...


Vista do Sacre Coer: ao fundo a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo.



Meu maridão e eu nos Jardins de Luxemburgo.



Meu maridão e eu na Catedral de Notre Dame.




Eu nos aposentos de Napoelão (Museu do Louvre)




O Código de Hamurabi (Museu do Louvre)



Depois eu coloco mais fotos interessantes e bonitas!




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sometimes you can't make it on your own - U2


"(...)
And it’s you when I look in the mirror
And it’s you when I don’t pick up the phone
Sometimes you can’t make it on your own
(...)"

Sometimes you can't make it on your own - U2

Foto: Mais da exposição de Rodin no Palacete das Artes, na Graça, em Salvador.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Hand in my pocket - Alanis Morissette

* O pensador de Rodin, exposto no Palacete das Artes, na Graça, em Salvador. Visitação até às 18 horas.
* Eu? Também pensando...
* Com uma mão no bolso...

"I'm broke but I'm happy
I'm poor but I'm kind
I'm short but I'm healthy, yeah

I'm high but I'm grounded
I'm sane but I'm overwhelmed
I'm lost but I'm hopeful baby

An' what it all comes down to
Is that everything's gonna be fine fine fine

'Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is giving a high five

I feel drunk but I'm sober
I'm young and I'm underpaid
I'm tired but I'm working, yeah

I care but I'm restless
I'm here but I'm really gone
I'm wrong and I'm sorry baby

An' What it all comes down to
Is that everything's gonna be quite alright

'Cause I've got one hand in my pocket
And the other is flicking a cigarette

And what is all comes down to
Is that I haven't got it all figured out just yet

'Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is giving the peace sign

I'm free but I'm focused
I'm green but I'm wise
I'm hard but I'm friendly baby

I'm sad but I'm laughing
I'm brave but I'm chicken shit
I'm sick but I'm pretty baby

And what it all boils down to
Is that no one's really got it figured out just yet

I've got one hand in my pocket
And the other one is playing the piano

What it all comes down to my friends
Is that everything's just fine fine fine

'Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is hailing a taxi cab..."

(Hand in my pocket - Alanis Morissette)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Salve Senhor do Bonfim!


Mais uma vez homenageio essa grande entidade, responsável pela minha carteira de motorista.
(Curioso? Relembre a história: http://mundodetarcila.blogspot.com/2009/01/graas-senhor-do-bonfim.html )

Glória a ti, nesse dia de Glória!