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quarta-feira, 7 de março de 2012

2012

2012 estranho. Da hora que começou até agora.

Será que eu ainda estou em 2011, dormindo?

E todos os dias passados nesse novo ano seriam apenas momentos de um sono pertubado?

Será?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sinceridade?


"Pouca sinceridade é uma coisa perigosa,
e muita sinceridade é absolutamente fatal."

(Oscar Wilde)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O que você quer saber de verdade?

Foto: "Solte seus cabelos ao vento, não olhe pra trás"

O Que Você Quer Saber de Verdade

"Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Solte os seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair,
Cada nuvem que passar
Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade"


***

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Amor barato


* "Maria-sem-vergonha"
"Impatiens walleriana
Quando a imperatriz Maria Leopoldina veio da Áustria, em 1817, para morar com d. Pedro 1º, já se interessava por botânica. Como tinha saudades do Palácio de Viena, o imperador trouxe sementes de Impatiens, que foram plantadas no Jardim Botânico. O que não se imaginava na época é que a espécie se adaptaria tão bem. Por 'dar' em qualquer clima e local, ganhou o nome vulgar de maria-sem-vergonha.
"
Fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Casaejardim/0,25928,EJE1677399-2194,00.html


Amor Barato (Chico Buarque e Francis Hime)

"Eu queria ser
Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor
Modesto

Um tipo de amor
Que é de mendigar cafuné
Que é pobre e às vezes nem é
Honesto

Pechincha de amor
Mas que eu faço tanta questão
Que se tiver precisão
Eu furto

Vem cá, meu amor
Aguenta o teu cantador
Me esquenta porque o cobertor é curto

Mas levo esse amor
Com o zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor
Que sonha

Que enfim, nosso amor
Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor
Que nem outro tipo de flor

Dum tipo que tem
Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha

Eu queria ser
Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor
Barato

Um tipo de amor
Que é de esfarrapar e cerzir
Que é de comer e cuspir
No prato

Mas levo esse amor
Com zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor
Que sonha

Que, enfim, nosso amor
Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor
Que nem outro tipo de flor

Dum tipo que tem
Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha"

***

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Fôra ou fora? 1º Da série: "Não morra ignorante"

Acabei de criar outra "série" para o blog: "Não morra ignorante".

Imbuída do mesmo sentimento que motivou Sócrates a dizer "Só sei que nada sei", cheguei à conclusão de que, apesar de estudar a língua portuguesa há 23 anos (no mínimo), todo dia me deparo com uma dúvida e surpresa. E não estou nem falando das mudança gramaticais da última reforma, pessoal!

Hoje precisei conjugar o verbo ir em uma petição. Debilmente digitei no "word":

"A sentença fôra prolatada..."

Péééééééééééém! (Sirene imaginária que ecoou na minha cabeça, quando o "Word", demasiadamente esperto, grifou o "fôra" de vermelho, sugerindo trocá-lo por "fora".

Pára tudo! (Pára ou para?)

"Esse programinha de computador é um desaforado"- pensei eu...

Depois me bateu a dúvida: será que a tal reforma mudou isso também? "Fôra" vai ficar como "fora"? Tipo o oposto daquilo que não está "dentro" (fora)... ou tipo aquele que você dá num cara chatíssimo que insiste em saber seu telefone (fora?)?

É. Eu me irrito com dúvidas e não consigo terminar algo sem elucidá-las.

Qual não foi minha surpresa, quando descobri que "fora" (sim, "fora"), do verbo ir, nunca teve acento! E eu nem posso culpar a reforma gramatical.

Achei no site da Folha um esculacho ao meu conhecimento gramatical da língua portuguesa:

"10º-) Prescinde-se igualmente de acento gráfico para distinguir paroxítonas homógrafas heterofónicas/heterofônicas do tipo de acerto (ê), substantivo e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cerca (ê), substantivo, advérbio e elemento da locução prepositiva cerca de, e cerca (é), flexão de cercar; coro (ô), substantivo, e coro (ó), flexão de corar; deste (ê), contracção da preposição de com o demonstrativo este, e deste (é), flexão de dar; fora (ô), flexão de ser e ir, e fora (ó), advérbio, interjeição e substantivo; piloto (ô), substantivo e piloto (ó), flexão de pilotar; etc."


Depois, achei num outro site (bem mais simpático), Cursode portugues , a mesma explicação e alguns outros exemplos ilustrativos, que me atrevo a copiar abaixo.


Fiquei bem feliz em saber que eu não era única a achar que "fora" era "fôra"... ufa... =)


Vivendo e aprendendo, né?!



Fontes:


***

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Esse meu coração vagabundo...


"Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer

Meu coração de criança
Não é só a lembrança
De um vulto feliz de mulher
Que passou por meus sonhos

Sem dizer adeus
E fez dos olhos meus
Um chorar mais sem fim

Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim

Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim"

(Coração vagabundo- Caetano Veloso)


***

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Advertência


Todos os dias eu começo chegando às mesmas conclusões, tomando as mesmas decisões, e termino com as mesmas dúvidas. E assim vou gastando os dias de minha vida: alimentando um círculo vicioso que adoraria destruir.


Queria saborear momentos de estabilidade, sentir a segurança de “quem lê os capítulos da novela” e sabe que a mocinha “vai se dar bem no final”, mesmo assistindo ela se despedaçar no episódio do dia.


Mas a vida não tem sinopse, resumo e muito menos script. Pra piorar, não tem nem um único autor responsável. Cada capítulo depende de você mesmo, das outras pessoas, do tempo, do clima, da conjuntura política, astrológica (?), do destino (?) e, porque não(?), de Deus (para os que têm fé).


Então, se algo está fora do controle, saiu da linha, parece torto e você não sabe o que fazer... boas novas: não há nem a quem culpar!


Sim: suas atitudes têm participação majoritária e quase sempre são elas que decidem o que vai te acontecer. Mas, às vezes, “as coisas simplesmente não têm que acontecer”: daí o universo conspira, todos os outros “redatores” se juntam e resolvem que as coisas não sairão como você deseja.


É nesse momento que você percebe que não adianta continuar esmurrando a “ponta da faca”. Mas essa descoberta não aplaca a dor de saber que não se pode mudar determinadas coisas.


É aí que nós humanos nos perdemos... nessa tênue diferença entre aquilo que podemos mudar e aquilo que não.


Antes fosse simples e existissem aqueles rótulos de advertência, como nos produtos de consumo perigoso: “O Ministério da Vida adverte: se você continuar assim, vai se lascar.”, ou, “O Ministério da Vida adverte: não desista, nem todos os obstáculos são intransponíveis”.


Tá: não é assim. Na real? “O Mistério da Vida adverte: reflita. Nada é certo nessa vida.


Então, voltando dessa digressão barata sobre a vida, para a minha simplória e medíocre vidinha: acho que vou ter que engolir o círculo vicioso...


Vou começar o dia de hoje, chegando às mesmas conclusões, tomando as mesmas decisões. Talvez, ao cair da noite, eu termine com as mesmas dúvidas. Ou não.


Mas já que não há opção, só me resta continuar seguindo o script... e mantendo aceso o desejo de que tudo dê certo. Esperança é o que resta.


Oração que adoro e tenho impressa e colada ao lado do meu computador de trabalho:


“Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras”

(Atribuem a Reinhold Niebuhr, um teólogo estadounidense, mas não asseguro a fonte).



***